A principal característica das economias mundiais, aquela que é usada por todos os partidos políticos como termômetro da saúde de uma nação, algo tão inquestionável quanto um dogma religioso, é o crescimento. Abra um jornal, ligue a TV, leia blogs, converse com o cobrador do ônibus… não importa a fonte: crescimento é sempre algo positivo, não algo a ser discutido. Há diferenças entre o tipo de crescimento que um economista espera de um país classificado como “desenvolvido” ou de um “em desenvolvimento”, mas você só vai encontrar adjetivos negativos associados a um “crescimento negativo”, normalmente com as palavras recessão ou depressão sendo usadas no seu lugar. Outro pressuposto que fica escondido nesse jogo conceitual é o de que o desenvolvimento só pode se realizar com o crescimento. A razão para essa insistência se torna clara quando investigamos como o dinheiro é criado em sua atual encarnação. Não podemos deixar de notar que a explicação a seguir é dada pelos economistas, em seus próprios termos, já que tiveram papel essencial em criar esse mesmo sistema que agora descrevem.
As mudanças por vir – II
Por Atilio Baroni Filho § 17/11/2011 § 2 comentários § link permanente
Continuando a série de três textos, iniciada com o aprisionamento radioativo, vamos pular agora para outro assunto vital quando se fala em visão de futuro, o da energia. Uma das realizações que mudou o destino da espécie humana foi perceber (mesmo sem o conhecimento preciso do porquê) que plantas tanto aquáticas quanto terrestres são excelentes em captar e concentrar energia solar. A descoberta de como reproduzir de maneira segura o fenômeno do fogo através da queima de madeira é uma das variações mais óbvias desse tema. Basta lembrar que todos os combustíveis fósseis são resultado da decomposição de organismos que durante a vida usaram a energia solar para captar o carbono em excesso na atmosfera, e já podemos perceber a relação que há com o texto anterior, já que estamos furiosamente devolvendo tudo. Foi o carvão mineral que deu a primeira injeção de energia solar concentrada em nossas sociedades permitindo o começo da Revolução Industrial, mas vamos focar na substância negra que é mais presente em nossas vidas hoje, mais do que um certo refrigerante ou do que o café: o nosso amigo petróleo.
As mudanças por vir – I
Por Atilio Baroni Filho § 10/11/2011 § 5 comentários § link permanente
Já falei algumas vezes “aqui de dentro” sobre mudanças se aproximando tanto no horizonte bem próximo como daqui a poucas décadas, então resolvi compartilhar com vocês essa visão e os alertas que a acompanham. Os problemas e as soluções para as questões que trarei são, em primeiro lugar, políticos, não no sentido mais comum da política institucional/governamental, mas de política como a relação de forças entre pessoas e como isso se reflete em suas classes e ideologias. Maneiras diferentes de se lidar com isso existem há algum tempo, mas não são interessantes para os verdadeiros beneficiados pelo atual esquema das coisas e nem para os que não imaginam ser possível uma outra forma de viver, por isso mesmo não são amplamente discutidas pelas sociedades no mundo todo.
Vamos falar de comida?
Por Cinthia Sento Sé § 16/10/2011 § 7 comentários § link permanente
Hoje é o Blog Action Day, o dia no ano em que todos os blogueiros do mundo são convocados a falar de um tema único de importância global. Em 2012, o tema é “comida” e eu vou aproveitar o mote para compartilhar uma ficha que caiu para mim desde que aterrissei por aqui: somos muito mimados na cidade, pagamos caro por isso e reverenciamos o deus errado. Explico.
Asas de luz
Por Atilio Baroni Filho § 31/08/2011 § 3 comentários § link permanente


